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COESÃO e COERÊNCIA


Coesão textual - são as conexões gramaticais existentes entre as palavras, frases, parágrafos e partes maiores de um texto.

Coerência textual - são as conexões de idéias que conferem sentido a um texto.

Veja os vídeos:

Coesão
Coerência

REFERÊNCIA:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

CONJUNÇÕES


Conjunção é a palavra ou expressão que relaciona duas orações ou dois termos de mesmo valor sintático.

As conjunções estabelecem nexos lógicos entre as orações. Elas são, portanto, um dos elementos essenciais para que um texto seja coerente e coeso.

Duas ou mais palavras que, juntas, exercem o papel de conjunção são chamadas de locução conjuntiva: já que, se bem que, a fim de que, etc.

"Já que você fechou a loja mais cedo, venha comigo ao shopping".


Classificação das conjunções:

Conjunções coordenativas - ligam palavras ou orações de mesmo valor ou função.

Veja as principais conjunções coordenativas e o tipo de relação que estabelecem:

ADITIVAS - e, nem (e não) -> estabelecem adição, soma.

ADVERSATIVAS - mas, porém, todavia, contudo -> estabelecem oposição, contraste.

ALTERNATIVAS - ou, ou... ou, já... já, quer... quer -> estabelecem separação, exclusão.

CONCLUSIVAS - logo, pois, portanto, por isso -> estabelecem conclusão.

EXPLICATIVAS - que, porque, porquanto, pois -> estabelecem explicação, justificativa.

Conjunções subordinativas - inserem uma oração na outra, estabelecendo entre elas uma relação de dependência.

Veja as principais conjunções subordinativas e o tipo de relação que estabelecem:

CAUSAIS - porque, como, visto que, já que -> estabelecem causa, motivo, razão do efeito.

COMPARATIVAS - como, que, assim como, (mais, menos) do que -> estabelecem comparação.

CONCESSIVAS - embora, ainda que, se bem que, mesmo -> estabelecem concessão.

CONDICIONAIS - se, caso, contanto que, desde que, a menos que -> estabelecem condição.

CONFORMATIVAS - conforme, como, segundo -> estabelecem conformidade.

CONSECUTIVAS - (tal, tão, tanto) que, de modo que -> estabelecem conseqüência.

FINAIS - para que, a fim de que, que -> estabelecem proporção.

PROPORCIONAIS - à proporção que, à medida que -> estabelecem proporção.

TEMPORAIS - quando, antes que, depois que, logo que -> estabelecem tempo, momento.


Fonte:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

HAVER e EXISTIR


O verbo haver com o sentido de existir é impessoal e, por isso, não apresenta sujeito, ficando na 3a. pessoa do singular. Veja:

"Havia três crianças brincando no parque".

Já o verbo existir, entretanto, não é impessoal e concorda normalmente com o sujeito.

"Existia uma antiga lanchonete naquela pracinha".

"Existiam três crianças no parque".

REFERÊNCIA:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

Uso da CRASE


CRASE - é a fusão de duas vogais idênticas.

(a+a) = à
Eu vou à praia todos os domingos.


Casos especiais de uso da crase

Em locuções adverbiais e propositivas formadas por substantivos femininos, tais como:
às vezes, às pressas, à toa, à custa de, à esquerda, à direita, à tarde, às duas horas.

"Minha esposa conseguiu ser aprovada no concurso à custa de muito esforço".

Nas expressões proporcionais: à medida que, à proporção que.

"A estrada ficava cada vez mais perigosa, à proporção que nos afastava da cidade".

Quando estão subentendidas as expressões à moda de, à maneira de ou palavras como faculdade, universidade, empresa, companhia, mesmo que seja diante de palavras masculinas:

Essa barba à Lula". (à moda do presidente Luís Inácio Lula da Silva)

"Os alunos de Jornalismo devem dirigir-se à USP". (à Universidade de São Paulo)

Antes de nomes de lugares (topônimos) determinados pelo artigo a:
"Seu maior sonho era ir à Itália".

Houve dúvida?...

Então, verifique se a palavra admite o artigo a, colocando-a depois de um verbo que exige uma preposição diferente de a.

"Voltei da festa mais cedo". -> "Vou à festa mais tarde".

"Voltei de Florianópolis antes do verão". -> "Vou a Florianópolis depois do inverno".

Substitua a palavra feminina por uma masculina e observe se ocorre a combinação ao antes do nome masculino:

"O governo não dará aumento ao magistério". -> O governo dará incentivo à indústria."


Fonte:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

Uso dos PORQUÊS


POR QUE - em frases interrogativas - diretas ou indiretas - e afirmativas;

POR QUÊ - no final de frases, interrogativas e afirmativas;

PORQUE - em orações que explicam algo ou indicam a causa de algo;

PORQUÊ - quando se trata de palavras substantivada, com o sentido de "motivo, razão".


REFERÊNCIA:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

Colocação PRONOMINAL


Os pronomes pessoais oblíquos átonos
me, te, se, lhe(s), o(s), nos e vos podem estar em três posições em relação ao verbo ao qual se ligam.

ÊNCLISE - é a colocação normal do pronome na variedade padrão:
"Deseja-me paz, amor e esperança".

PRÓCLISE - é a colocação do pronome quando antes do verbo há palavras que exercem atração sobre ele. Na frase a seguir, por exemplo:
"É verdade que ele se separou?"

MESÓCLISE - é a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro do presente ou no futuro do pretérito do modo indicativo, desde que não haja condição de próclise:
"Falar-lhe-ia o segredo".


Fonte:
CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C. Gramática: texto, reflexão e uso. 2. ed. São Paulo: Atual, 2004.

CONCORDÂNCIA VERBAL e PORCENTAGEM




A concordância verbal com porcentagem adotada para o site segue o modelo adotado pela Folha de São Paulo, conforme a tabela abaixo:


A questão das porcentagens
80% estão desempregados
80% do eleitorado está desempregado
80% da população está desempregada
80% dos homens estão desempregados
80% das mulheres estão desempregadas


1% está desempregado
1% do eleitorado está desempregado
1% da população está desempregada
1% dos homens estão desempregados
1% das mulheres estão desempregadas


OBSERVAÇÃO: Se o verbo vier antes do percentual, faça a concordância com o percentual.

Ex: Estava presente 1% dos deputados; Concordam com a medida 20% da população.

Mais dicas de como usar à VÍRGULA

Veja dicas do uso da VÍRGULA:

1. Para separar elementos de uma NUMERAÇÃO.
O aluno necessita de lápis, caneta, borracha e caderno.

2. Usa-se a vírgula para isolarmos o VOCATIVO.
Francamente, Mariana o que é isso?

3.Quando queremos isolar o APOSTO.
Emília, a boneca falante, é uma criação de Monteiro Lobato.

4. Para indicar ELIPSE do Verbo.
Mariana adora ir ao Shopping e Vinícius, à loja de animais.

5. Usa-se vírgula para separar as ORAÇÕES COORDENADAS.
Cheguei cedo ao trabalho, sentei em frente ao computador e acessei a Internet.

6. Para isolar ADJUNTOS ADVERBIAIS antecipados.
Pela manhã, bom mesmo é caminhar pela praia.

7. Para separar ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS antecipadas.
Quando caminha, aquela jovem chama atenção de todos.

8. Separar ORAÇÕES INTERCALADAS.
Caso mude de idéia, disse a professora àquela aluna, reiniciaremos à conversa.

9. Para isolar ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS EXPLICATIVAS.
Maristela, que vive em Vitória, parece não querer sair de lá.

MAIÚSCULAS e Minúsculas


Usamos MAIÚSCULAS:

a) Ao escrevermos conjuntos de Normas, por exemplo, Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário, Constituição.

b) Quando nos referimos as Instituições, Órgãos e Unidades Administrativas – Ministério dos Transportes, Presidência da República Federativa do Brasil, Supremo Tribunal Federal, Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Câmara dos Deputados, Senado Federal, etc.

c) Ao utilizarmos palavras hifenizadas esta deve incidir sobre todos os elementos, exemplo, Vice-Prefeito, Vice-Governador, Sub-Secretário etc.

d) Quando mencionamos pela segunda vez um mesmo conceito político importante.

A Assembléia Legislativa do Espírito Santo prestou homenagem aos bibliotecários nesta sexta-feira. Os bibliotecários compareceram em grande número no plenário da Assembléia.

e) Quando nos referimos aos Poderes, mesmo ao mencionarmos pela segunda vez: Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário. Veja o exemplo abaixo:

Executivo, Legislativo, Judiciário, são os três Poderes.

Usamos
minúsculas:

a) Ao escrevermos nomes de instituições pela segunda vez de forma simplificada manteremos as letras em minúsculas.

O Poder Legislativo tem atuado de forma significativa no Estado. Já os cidadãos capixabas afirmam que poucos deputados cumprem com o seu verdadeiro papel no legislativo.

b) Quando nos referimos as profissões, cargos, títulos e formas de tratamento: presidente, governador, deputado federal, senador, engenheiro, administrador, contador, mestre, senhor, etc.

Para finalizarmos, lembramos:

Senadores e deputados são referidos como congressistas.

Congresso refere-se à reunião da Câmara e do Senado Federal. Quando mencionamos em um texto Congresso pela segunda vez recomenda-se que utilize Legislativo.

Uso dos PORQUÊS




PORQUE/ PORQUÊ/ POR QUE/ POR QUÊ

PORQUE é usado introduzindo:

Explicação: " Não fales, porque é melhor para ti".

Causa: "Faltei a aula porque houve greve de ônibus".

PORQUÊ é usado como substantivo; é sinônimoo de motivo de razão.

"Não sei porquê disso".

POR QUE é usado equivalente a:

pelo qual, pelos quais, pela quais, pelas quais.

"São muitos os motivos por que não fui ao cinema".

motivo, razão e causa nas frases interrogativas diretas e indiretas:

"Por que você fez isso com ele?" Interrogativa Direta
"Não sei por que você fez isso como ele" Interrogativa Indireta

POR QUÊ é usado ao final da frase interrogativa. O que torna-se tônico, justificando, pois, a presença do acento gráfico.

"Você fez isso por quê?"


REFERÊNCIA:
PASCHOALIN, M. A.; SPADOTO, N. T. Gramática: teoria e exercícios. São Paulo: FTD, 1996, 414 p.

Gramática - SENÃO ou SE NÃO


SENÃO
É usado equivalendo a:

* do contrário.
Ex.: Saia já daí, senão vou lhe pegar.

* a não ser.
Ex.: Não faz outra coisa senão elogiar.

* mas sim.
Ex. Não tive a intenção de julgar, senão de falar o que penso.

SE NÃO
É usado equivalendo a caso não.

Ex.: Esperarei mais o tempo que for; se não aparecer, irei embora.

Uso da VÍRGULA

Para você que tem dúvidas sobre o uso da vírgula segue abaixo algumas dicas:

Quando construímos uma frase devemos seguir a seguinte estrutura S (Sujeito) => V (Verbo) => C (Complemento).

Veja um exemplo: Praias e cachoeiras (Sujeitos) / fazem (Verbo) / do Espírito Santo um estado atrativo para o turismo.

Quando temos a intenção de elucidar, informar, acrescentar alguma informação ou explicação (E) à oração ou frase, usamos à vírgula.

Veja outro exemplo: Praias, (Sujeito) / como Areia Preta, Castanheiras e Praia do Morro (E), fazem de Guarapari um lugar inesquecível.

Vale lembrar que não usamos a vírgula entre Sujeito e Verbo nem entre Verbo e Complemento.

Como encadear idéias no desenvolvimento de um texto


No desenvolvimento do texto devemos encadear nossas idéias para que sejam compreendidas pelo leitor. Portanto, usaremos operadores lógico-discursivos, que tem a função de explicar as relações de causa, oposição, contradição, conclusão, condição e fim.

Vejamos o exemplo abaixo:

Causa – Muitos alunos obtêm notas baixas na elaboração de seus textos porque não conseguem encadear suas idéias.

Finalidade – Muitos alunos deveriam ter noções de como encadear suas idéias para que não tirassem notas baixas.

Conseqüência – Muitos alunos não sabem expressar suas idéiasque terminam tirando notas baixas.

Condição – Se os alunos soubessem encadear suas idéias, não tirariam notas baixas.

Vejamos agora exemplos de conectores que serão utilizados no desenvolvimento de nossas idéias:

Idéia de causa/efeito: usamos os conectores pois, porque, como, visto que, já que, uma vez que, por causa de, por, em conseqüência de, por motivo de, devido a, em virtude de.

Idéia de condição: expressada pelos concectores se, caso, contato que, desde que, a menos que, a não ser que. Vale ressaltar que ao usarmos idéia de condição aconselhamos que os tempos verbais das duas orações se relacionem.

Idéia de fim: usamos os conectores para, a fim de, com o propósito de, com a intenção de, com o objetivo de.

Idéia de conclusão: utilizamos conectores subordinantes, como tanto....que, e conectores coordenantes, como logo, portanto, então, assim, de modo que, por conseguinte.

Idéia de oposição: utilizamos por meio de coordenação adversativa (conectivos mas, porém, todavia, entretanto, contudo) ou da subordinação concessiva (conectivos embora, apesar de).